Reajustes de planos individuais e coletivos: O que muda?

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Reajustes de planos individuais e coletivos: O que muda?

Receber a notificação de aumento do convênio médico é um momento de tensão para qualquer profissional, mas para a classe médica, a frustração costuma ser dupla. Você conhece a realidade dos custos hospitalares por dentro, mas muitas vezes não consegue decifrar a matemática aplicada ao seu próprio boleto.

A boa notícia é que esse cenário tem explicação e, principalmente, solução. Neste artigo, vamos desvendar os reajustes de planos individuais e coletivos, detalhando as regras do jogo para que você não pague mais do que o justo pela proteção da sua família.

Nas próximas linhas, você entenderá a lógica por trás dos índices da ANS versus a livre negociação das operadoras e descobrirá como blindar seu orçamento.

A Diferença Crucial Entre os Tipos de Contrato

Para saber se o aumento aplicado foi correto, primeiro é preciso identificar a natureza do seu contrato. A regra do jogo muda completamente dependendo da modalidade.

1. Planos Individuais ou Familiares (Pessoa Física)

Esta modalidade é cada vez mais rara no mercado. Aqui, a proteção ao consumidor é máxima.

  • Quem define o teto: A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
  • Como funciona: A operadora não pode aplicar um índice superior ao definido pelo governo, que se baseia na variação dos custos médicos e hospitalares (VCMH) do setor.

2. Planos Coletivos (Adesão ou Empresarial)

É aqui que a maioria dos médicos se encontra, seja através de entidades de classe (AMB/APM) ou via CNPJ (PME).

  • Quem define o índice: A livre negociação entre a operadora e a pessoa jurídica contratante (empresa ou administradora de benefícios).
  • O perigo da Sinistralidade: O reajuste considera não apenas a inflação médica, mas o nível de utilização do grupo (sinistralidade). Se o grupo usou muito o seguro, o aumento pode superar facilmente os 20% ou 25%.

Tabela Comparativa: Reajuste Individual vs. Coletivo

Para facilitar a visualização das diferenças regulatórias, preparamos o quadro abaixo:

CritérioPlano Individual/FamiliarPlano Coletivo (Adesão/Empresarial)
Autoridade ReguladoraÍndice limitado pela ANSANS apenas monitora (Livre Negociação)
Base de CálculoVariação de Custos (VCMH) GeralVCMH + Sinistralidade do Grupo Específico
PeriodicidadeAnual (Aniversário do Contrato)Anual (Aniversário do Contrato)
Risco de AumentoBaixo/Médio (Controlado)Médio/Alto (Variável conforme uso)
AplicaçãoAutomática até o tetoPrecisa ser comunicado com justificativa técnica

Como o Médico Pode Fugir de Reajustes Abusivos?

Estar em um plano coletivo por adesão tem grandes vantagens de entrada (preço menor), mas exige vigilância nos reajustes.

Se a sua mensalidade ficou insustentável após o último aniversário do contrato, a estratégia mais inteligente é a Portabilidade ou a troca de modalidade. Muitas vezes, migrar de um plano de Adesão (que sofreu alta sinistralidade) para um plano Empresarial PME (usando seu CNPJ médico) pode “resetar” o valor da mensalidade, gerando uma economia imediata de até 30% ou 40%.

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Perguntas Frequentes (FAQ)

Separamos as dúvidas mais recorrentes sobre o tema.

O reajuste por faixa etária acumula com o anual?

Sim. São reajustes distintos. O anual repõe a inflação médica; o de faixa etária ocorre quando você muda de idade (ex: ao completar 44, 49 ou 59 anos). Se ambos ocorrerem no mesmo ano, o impacto financeiro é somado.

O índice da ANS vale para planos coletivos?

Não obrigatoriamente. O índice da ANS serve apenas como referência de mercado para os planos coletivos. As operadoras podem aplicar índices maiores se comprovarem desequilíbrio financeiro no contrato (alta sinistralidade).

Posso contestar um reajuste de 25%?

Em planos coletivos, a contestação é difícil pois está prevista em contrato. A solução mais eficaz costuma ser a cotação de um novo plano para baixar o custo base, em vez de brigar judicialmente pelo índice, salvo em casos de abusividade flagrante (ex: acima de 50% sem justificativa).

Planos para médicos têm reajuste menor?

Depende da entidade. Grandes carteiras (como da AMB/APM) tendem a ter maior poder de negociação para segurar aumentos do que grupos pequenos, mas não estão imunes à sinistralidade da categoria.

Conclusão

Entender a dinâmica dos reajustes de planos individuais e coletivos é vital para a saúde financeira do seu consultório e da sua família. Enquanto o plano individual oferece estabilidade, o plano coletivo oferece preço inicial e rede premium.

O segredo não é evitar o reajuste, mas saber a hora certa de mudar de estratégia quando a conta não fecha mais.

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